Há seis meses, uma barragem particular se rompeu no Ribeirão Bonito, na zona rural de Ponte Alta do Bom Jesus, no sudoeste do Tocantins, deixando um rastro de lama e assustando os moradores da região. O incidente aconteceu em um vertedouro que estava sendo instalado para uma central geradora hidrelétrica civil. A investigação sobre o caso segue sem conclusão.
O empreendimento foi embargado e teve a licença ambiental suspensa pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). Também foi aplicada uma multa de R$ 1,5 milhão, além de uma série de providências aos responsáveis para a regularização do empreendimento.
Entre as medidas exigidas pelo Instituto está a apresentação de um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), instrumento técnico exigido para a recomposição de áreas que sofreram impactos no solo e na vegetação.
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O g1 entrou em contato com o Grupo ZX Energia, responsável pela estrutura, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
Na época, o Corpo de Bombeiros informou que seis casas foram atingidas e cerca de 15 pessoas precisaram ser retiradas preventivamente. Não houve registro de feridos ou mortes. Um ponto turístico da região ficou irreconhecível.
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Situação de ribeirão após rompimento de barragem
Divulgação/Bombeiros
Um morador da região, que pediu para não ser identificado, relatou que a situação ambiental se normalizou e a água não está mais suja. “Tinha sujado bastante na época e o rio tinha baixado bastante, mas agora está mais tranquilo”, afirmou.
Apesar disso, os moradores da região cobram respostas e o medo ainda existe. “A gente não teve nenhum retorno das autoridades para saber o que aconteceu, se vai voltar a funcionar, se vão voltar a construir. Porque a gente que mora às margens do rio fica preocupado”, contou.
Investigação ainda não foi finalizada
Imagem mostra como ficou área após rompimento de barragem
PCTO/Divulgação
Ainda em dezembro de 2025, a Polícia Civil abriu um inquérito para apurar o rompimento da barragem. Foram realizadas perícias no local, mas a investigação ainda não foi finalizada.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o inquérito segue em aberto, com diligências em andamento para identificar as responsabilidades em âmbito criminal. Não foi informado um prazo para que a investigação será concluída.
O g1 também questionou o Ministério Público do Tocantins sobre o acompanhamento do caso, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
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