Cantor e compositor imortalizado com o nome artístico de Biliu de Campina, em alusão ao fato de ter nascido em Campina Grande (PB), o artista paraibano foi advogado do forró que caracterizava como “tradicional”, se pondo contra as mutações do gênero a partir dos anos 1990, década do surgimento do forró eletrônico de bandas formadas em escala industrial por empresários.
A morte de Biliu de Campina – ocorrida na tarde desta segunda-feira, em hospital de Campina Grande (PB), onde o artista estava internado em decorrência de queda sofrida em 24 de junho – entristece os defensores das raízes da música nordestina.
Adepto das letras maliciosas de duplo sentido, Biliu tinha 75 anos e se autointitulava “o maior carrego de Campina Grande”.
Em cena desde 1978, ano em que trocou a advocacia pela carreira musical, o artista era discípulo de Jackson do Pandeiro (1919 – 1982), tendo cultuado o antecessor conterrâneo ao longo dos 46 anos de carreira.
Embora fosse pouco conhecido em escala nacional, Biliu de Campina era lenda viva na Paraíba, estado onde a morte do artista está sendo lamentada publicamente por autoridades e personalidades locais.
Construída de forma independente, a discografia de Biliu de Campina inclui álbuns como Tributo a Jackson e Rosil (1989), Forró mesmo! (1993), Do jeito que o diabo quer (1999) e Antes que o mundo se acabe! – Ao vivo (2011).

