Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, os dois chefes de Estado “concordaram que liberdade de expressão não significa liberdade de espalhar mentiras, preconceitos e ofensas”.
AGU dá 72 h para Meta explicar como cobrirá direitos legais no Brasil
Lula e Macron, ainda de acordo com a nota, aprovam que Brasil e Europa mantenham o trabalho conjunto para tentar “impedir que a disseminação de “fake news” coloque em risco a soberania dos países, a democracia e os direitos fundamentais de seus cidadãos”.
Nesta sexta, a Advocacia-Geral da União notificou a Meta, dona do Instagram e do Facebook, a fim de que seja esclarecido o que mudará na política de moderação no Brasil. A gigante da tecnologia terá 72 horas para responder.
A Meta anunciou na terça-feira (7) que está encerrando o seu programa de verificação de fatos, começando pelos Estados Unidos.
A empresa vai adotar as “notas de comunidade”, em que os próprios usuários fazem correções — um recurso similar ao implementado pelo X, de Elon Musk.
As principais mudanças anunciadas pela Meta são:
a Meta deixa de ter os parceiros de verificação de fatos (“fact checking”, em inglês) que auxiliam na moderação de postagens, além da equipe interna dedicada a essa função;
em vez de pegar qualquer violação à política do Instagram e do Facebook, os filtros de verificação passarão a focar em combater violações legais e de alta gravidade.
para casos de menor gravidade, as plataformas dependerão de denúncias feitas por usuários, antes de qualquer ação ser tomada pela empresa;
em casos de conteúdos considerados como de “menor gravidade”, os próprios usuários poderão adicionar correções aos posts, como complemento ao conteúdo, de forma semelhante às “notas da comunidade” do X;
Instagram e Facebook voltarão a recomendar mais conteúdo de política;
a equipe de “confiança, segurança e moderação de conteúdo” deixará a Califórnia, e a de revisão dos conteúdos postados nos EUA será centralizada no Texas (EUA).

