Reprodução/Arquivo pessoal/Allessandro Ferreira/Agência Tocantins
Um grave acidente em Palmas deixou o fisioterapeuta Thiago Dias Camilo, de 39 anos, em estado crítico. A colisão aconteceu no cruzamento da Avenida Governador José Wilson Siqueira Campos (antiga Teotônio Segurado) com a LO-21, na região sul da capital. A vítima voltava de um plantão no Hospital Geral de Palmas (HGP) quando sua motocicleta foi atingida por um carro.
O condutor do veículo, João Paulo Costa do Nascimento, de 28 anos, foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça. A Defensoria Pública, que faz a defesa dele, alega que a manutenção da prisão é desproporcional, argumentando que o atropelamento não foi intencional (veja o que diz a defesa dele abaixo).
No momento da batida, segundo a polícia, ele não possuía CNH, apresentava sinais de embriaguez e cumpria pena sob monitoração por tornozeleira eletrônica. O caso gerou forte comoção entre profissionais de saúde e segue sob investigação da Polícia Civil.
Suspeito de atropelar fisioterapeuta em Palmas tem prisão preventiva decretada
Quem é a vítima e qual o seu estado de saúde?
A vítima é o fisioterapeuta Thiago Dias Camilo, de 39 anos, profissional do Hospital Geral de Palmas (HGP). Ele permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da mesma unidade onde trabalha, apresentando um quadro de traumatismo craniano grave.
No dia do acidente, Thiago foi socorrido inconsciente pelo Samu e está sob os cuidados de uma equipe multiprofissional. Nas redes sociais, amigos e colegas de trabalho pediram doações de sangue.
Conforme a Secretaria Estadual de Saúde, as solicitações de doação de sangue para ajudar o fisioterapeuta seguem protocolo adotado conforme o quadro clínico do paciente, com o objetivo de manter o estoque adequado e garantir a disponibilidade para uso, caso seja necessário.
Thiago Dias Camilo, de 39 anos
Reprodução/Arquivo pessoal
Quem é o motorista envolvido?
O motorista é João Paulo Costa do Nascimento, de 28 anos. De acordo com a Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), ele é condenado da Justiça por lesão corporal e cumpria pena em regime de monitoramento eletrônico por meio de tornozeleira desde outubro de 2025.
O que diz a defesa do suspeito?
A Defensoria Pública alega que a manutenção da prisão é desproporcional, argumentando que o atropelamento não foi intencional (crime culposo). Os advogados sugeriram medidas cautelares alternativas, como a suspensão da CNH, e contestam a tese de “dolo eventual”, quando se assume o risco de matar.
O mérito do caso ainda será julgado de forma definitiva pelo colegiado do Tribunal de Justiça do Tocantins.
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Como o acidente aconteceu?
A batida foi registrada por volta de 1h15 da madrugada de domingo, 15 de fevereiro de 2026. Thiago seguia de moto para casa, após encerrar seu plantão no HGP, quando foi atingido por um carro de passeio conduzido por João Paulo. O impacto ocorreu em um cruzamento da região sul do Plano Diretor de Palmas.
Quais irregularidades foram constatadas?
Os agentes de trânsito e a Guarda Metropolitana constataram que João Paulo não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Além disso, foi registrado um termo de constatação de embriaguez, e a polícia encontrou latas de cerveja dentro do veículo e na residência do suspeito.
Ele também apresentou resistência durante a abordagem policial, sendo necessário o uso de algemas.
João Paulo Costa do Nascimento, de 28 anos estava cumprindo pena com o uso de tornozeleira eletrônica no momento do acidente
Reprodução/Allessandro Ferreira/Agência Tocantins
O motorista prestou socorro à vítima no local?
Há contradições entre os relatos. A defesa de João Paulo, representada pela Defensoria Pública, sustenta que ele acionou o socorro. No entanto, a Justiça destacou que registros policiais e depoimentos de testemunhas confirmam que o condutor fugiu do local sem prestar ajuda, sendo localizado posteriormente em um posto de combustíveis.
O fisioterapeuta foi auxiliado inicialmente por pessoas que passavam pela avenida.
Qual a situação jurídica do suspeito?
O suspeito está em prisão preventiva e foi recolhido ao sistema penal do Estado. Um pedido de Habeas Corpus feito pela defesa foi negado pela desembargadora Etelvina Maria Sampaio Felipe. A magistrada citou a gravidade do acidente, a embriaguez, a fuga do local e a periculosidade social do réu, devido ao seu histórico criminal, como fundamentos para mantê-lo detido.
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