sexta-feira, 2 janeiro, 2026
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Google violou lei antitruste dos EUA para ter monopólio em buscas, diz Justiça americana

Em ação do Departamento de Justiça dos EUA, juiz disse que acordos da empresa para garantir seu buscador como padrão em celulares foi anticompetitivo. Google
Andrew Kelly/Reuters/Arquivo
A Alphabet, dona do Google, violou a lei antitruste dos Estados Unidos para dominar o segmento de buscas e publicidade nos resultados das pesquisas, decidiu nesta segunda-feira (5) o juiz Amit Mehta, do distrito de Columbia.
“Após ter considerado e pesado cuidadosamente o depoimento e as evidências das testemunhas, o tribunal chega à seguinte conclusão: o Google é um monopolista e agiu como tal para manter seu monopólio”, disse Mehta, em sua decisão.
A ação foi aberta em 2020 pelo Departamento de Justiça dos EUA, que acusou a Alphabet de ter criado enormes barreiras de entrada para concorrentes do Google, como Bing, da Microsoft, e DuckDuckGo.
Na decisão, o juiz citou como exemplo dessas barreiras o pagamento de US$ 26,3 bilhões (cerca de R$ 150 bilhões) pela Alphabet a fabricantes de celulares para garantir que o Google fosse o buscador padrão nesses dispositivos.
Os acordos foram anticompetitivos e, por isso, esse tipo de prática deve ser interrompida, disse Mehta. O veredito foi apontado pela agência Reuters como a maior vitória do governo americano contra um monopólio nos últimos 20 anos.
O juiz agora poderá decidir quais medidas deverão ser tomadas pela Alphabet, como mudar sua forma de operar ou vender parte da empresa, segundo o jornal The New York Times.
Durante o julgamento, o Google alegou que não agiu de maneira anticompetitiva e que tem grande participação no mercado porque cria produtos que agradam aos consumidores.
Em posicionamento enviado ao g1, o Google disse que pretende apelar contra a decisão. Em nota, a empresa diz que “a decisão reconhece que o Google oferece a principal ferramenta de buscas do mercado, mas concluí que não devemos ser autorizados a torná-la mais facilmente acessível”. Ainda, justifica a apelação “pelo fato de que as pessoas estão cada vez mais procurando informações por diferentes vias” e que pretendem “continuar focando na fabricação de produtos que as pessoas achem úteis”.
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